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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cientista diz ter descoberto qual o vulcão que arrefeceu a Terra no século XIII


Um dos grandes mistérios da vulcanologia pode estar prestes a ser resolvido. No século XIII, uma das maispotentes erupções dos últimos sete mil anos largou nuvens de cinza que provocaram um arrefecimento temporário do planeta.

Os cientistas tinham indícios da ocorrência deste fenómeno, mas não sabiam onde nem quando aconteceu com exactidão. Franck Lavigne, da Universidade de Panthéon-Sorbonne (França), acredita ter resolvido o mistério, mas só vai revelar os resultados da investigação com a publicação dos mesmos.

O investigador partilhou dados e fotografias dos vestígios daquele que defende ser o super-vulcão num encontro da União Geofísica Americana (AGU). No entanto, diz que só revela o nome do mesmo no trabalhoque publicar numa revista com revisão por pares. Provavelmente, o vulcão será um dos muitos que se encontram na Indonésia.

Esta grande erupção está datada, até agora, do ano 1258, já que núcleos de gelo da Gronelândia e da Antárctida contêm enormes quantidades de enxofre dessa época. Anéis das árvores, registos históricos e outras provas revelam que o planeta arrefeceu pouco tempo depois.

A erupção libertou partículas de enxofre para a atmosfera superior que se estenderam por todo o mundo. Estas, porque reflectiam a luz solar, ajudaram a provocar um arrefecimento temporário do planeta.

Até agora, os principais candidatos a protagonistas da erupção eram El Chichón (México) e Quilotoa (Andes equatorianos). No entanto, a composição química das rochas dos vulcões não coincide com o enxofre de 1258 encontrado no gelo.

No encontro, Lavigne mostrou análises geoquímicas de rochas do seu 'vulcão mistério'. Segundo ele, coincidem com a química do enxofre polar. Além disso, o investigador acredita que a erupção aconteceu antes do que se pensava, na Primavera ou no Verão de 1257.

As simulações por computador sugerem que o vulcão enviou partículas a mais de 40 quilómetros de altura que alcançaram dezenas de quilómetros à sua volta. A erupção alcançou o grau 7 na escala de explosividade vulcânica que mede a magnitude de uma erupção (o máximo é 8). Mais informação só com a publicação do estudo.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Encontrada versão desconhecida do 'mapa mundi' que baptizou a América

Investigadores alemães da Biblioteca Universidade de Munique acharam um exemplar desconhecido do 'mapa de Waldseemüller', o primeiro em que o 'Novo Mundo' é nomeado como 'América'. Klaus-Rainer Brintzinger, director da biblioteca, considera esta descoberta sensacional, uma vez que se conhecem muito poucos exemplares deste mapa desenhado pelo cartógrafo alemão Martin Waldseemüller, que viveu entre 1470 e 1522.

Este mapa, descoberto por duas investigadoras encarregadas de fazer a correcção do catálogo da biblioteca, estava guardado entre duas gravuras de geometria num lote de livros e documentos do século XIX, que até agora tinha passado despercebido.

A versão é mais pequena do que o mapa datado de 1507 encontrado num mosteiro alemão em 1901, do mesmo autor. Com três metros quadrados, aquele planisfério é visto como a 'certidão de nascimento' do continente americano.
Em 2007, a chanceler alemã Angela Merkel ofereceu-o aos Estados Unidos. Hoje, faz parte da lista de mundial de documentos da UNESCO e pode ser visitado na Biblioteca do Congresso, em Washington.
Waldseemüller, Colombo e Vespucci
Waldseemüller ajudou a estabelecer "América" como o nome do continente recentemente descoberto em honra das expedições do explorador Amerigo Vespucci. Este era contemporâneo do genovês Cristóvão Colombo, que, ao serviço do Reino Espanhol, chegou a América Central em 1492, acreditando que estava a chegar à Ásia.
O trabalho de Waldseemüller manteve-se na obscuridade por muitos anos, mas foi absolutamente fundamental para uma compreensão radicalmente diferente da geografia. O alemão elaborou o mapa baseando-se nas descobertas de Colombo e Vespucci.
Martin Waldseemüller
Martin Waldseemüller
Nele, incluiu dados recolhidos durante as viagens de Vespucci ao Novo Mundo e 'baptizou' as novas terras de 'América', reconhecendo, assim, que Vespucci estava a explorar, de facto, um novo continente.
Quinta versão
Antes da descoberta deste pequeno mapa, eram conhecidas apenas apenas quatro versões. Uma delas tinha sido vendida em leilão, em 2005, por 800 mil euros.
Sven Kuttner, que dirige o departamento de livros antigos da biblioteca, afirma que este mapa é ligeiramente diferente das outras versões. Por exemplo, o porto de Calecute, onde Vasco da Gama desembarcou 1498, está assinalado no Mapa. Mas nesta versão está desenhado no quarto fragmento, enquanto que nas outras se encontra no quinto.
A origem desta cópia não foi ainda determinada com absoluta exactidão. Mas os investigadores acreditam que foi criada, provavelmente, pouco depois do seu primeiro mapa. O planisfério foi impresso a partir de blocos de madeira cuidadosamente esculpidos.