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sábado, 28 de janeiro de 2012

10 maravilhas da geologia que muita gente desconhece


Deserto de sal, curiosas formações rochosas, uma nascente termal que expele água periodicamente. Confira aqui 10 maravilhas geológicas nos mais diversos lugares do mundo


1- PAMUKALLE






Na língua turca, Pamukkale significa Terra de Algodão. As rochas têm uma aparência concêntrica e são quase puro branco, dando à paisagem um aspecto etéreo. As águas termais provocam o derrame de carbonato de cálcio, que se solidifica e forma uma estranha e quase orgânica estrutura. Essa maravilha geológica é um dos grandes destaques da Turquia, e também o local da antiga cidade de Hierápolis


2-TORRES DE GELO DO MONTE EREBUS 







Erebus é um dos maiores vulcões ativos na Terra. Ele atinge cerca de quatro quilômetros acima do nível do mar, e é conhecido pelo seu lago de lava persistentemente ativo. Gases quentes viajam através das fissuras do vulcão, transformando-se em gelo ao entrar em contato com as baixas temperaturas da atmosfera. O resultado é um complexo sistema de cavernas de gelo por toda a montanha
3-FLY GEIZER 


Para quem não sabe, um géiser é uma nascente termal que entra em erupção de tempos em tempos. Parece coisa de outro planeta ou de algum filme de ficção científica, mas não é preciso ir tão longe: essa maravilha geológica está em uma propriedade particular em Nevada, nos Estados Unidos, e por isso não é tão conhecida. O local foi criado em 1916, quando os proprietários perfuravam um poço e acidentalmente atingiram uma bolsa geotérmica, resultando em um géiser

4-FORMAÇÃO ROCHOSA DE KATA KATUWE




As imponentes rochas têm formato de cone e são resultado de erupções vulcânicas, entre seis e sete milhões de anos atrás. Embora sejam uniformes em seu formato, as rochas variam em altura de alguns metros a 90 metros.


5-VALE DA LUA




Ischigualasto, que significa “o lugar onde você coloca a Lua”, é um vale remoto, na Argentina. Ele está repleto de formações geológicas e incríveis pedras e pedregulhos, tão arredondados que parecem enormes bolas de gude. A terra já foi fértil, mas agora é árida e rica em fósseis, que atraem paleontólogos de todo mundo.
6-ACIDENTE GEOGRÁFICO DE DANXIA




Danxia significa nuvem rósea, e consiste em um relevo formado por arenitos avermelhados, que sofreram erosão ao longo do tempo. O resultado é uma paisagem constituída por montanhas e falésias curvilíneas, além de muitas formações rochosas incomuns. Este fenômeno geológico singular pode ser visto em vários lugares da China.


7-POÇA ENCANTADO






Localizado na Bahia, o Poço Encantado faz parte do Parque Nacional da Chapada da Diamantina. Esta gigantesca piscina está submersa a 120 metros de profundidade, e a água é tão transparente que as rochas e antigos troncos de árvore são visíveis no fundo.


8-FLORESTA DE PEDRA




A Floresta de Pedra é um exemplo impressionante de topografia cárstica, um tipo de relevo caracterizado pela corrosão das rochas. Suas pedras são feitas de pedra calcária e parecem brotar da terra. A Floresta de Pedra é conhecida desde a dinastia Ming como a Primeira Maravilha do Mundo.


9-WULYNGYAN , HUNAM




A região de Hunan é repleta de paisagens dramáticas, e Wulingyan é uma de suas maiores atrações. Esta maravilha geológica é composta de mais de 3 mil pedras de calcário, com belas cachoeiras e algumas das maiores grutas de calcário da Ásia.


10-SALAR DE UYUNI






O Salar de Uyuni é um dos ícones da Bolívia, um enorme deserto de sal no meio do altiplano andino. É um deserto praticamente plano, que reflete a luz do sol de forma a criar um espelho do céu. Estima-se que o local contenha aproximadamente 10 bilhões de toneladas de sal, das quais cerca de 25 mil toneladas sejam extraídas anualmente.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Cortes geológicos


Com os cortes geológicos pretende-se visualizar a disposição e as relações entre as diferentes rochas que se encontram em profundidade, facilitando assim a leitura das estruturas que ocorrem na carta.
Corte geológico da carta 46-D - Mértola

Corte geológico da carta 46-D - Mértola
Consideremos, como exemplo, a Carta Geológica figurada, da qual, para simplificar, se retirou a planimetria e altimetria.
Para construir um corte geológico, procede-se de modo análogo ao que foi descrito para um perfil topográfico: Feito o traçado da localização do corte (que deve ser, quanto possível, perpendicular à direcção das camadas ou aos eixos das estruturas), ajusta-se-lhe o bordo de uma tira de papel. Nesta, além de se marcarem as intersecções com as curvas de nível, linhas de água, etc. (pois conjuntamente traçar-se-á o perfil topográfico onde irá implantar-se a geologia), marcam-se, ainda, as intersecções do bordo da tira com os limites geológicos e com os acidentes tectónicos (falhas, cavalgamentos, etc.).
Secção de uma carta geológica simplificada
Secção de uma carta geológica simplificada
mostrando a localização do corte
geológico A-B que se pretende realizar
Estabelecido o perfil topográfico, estas intersecções dos limites e acidentes vão ser assinaladas na linha do perfil.
Recobre-se então esta linha - nos espaços delimitados pelos pontos - com lápis de cor, usando as cores das manchas correspondentes às diferentes formações intersectadas.
Analisando, na Carta Geológica, a relação entre as diferentes formações identificadas pelas diferentes manchas coloridas, tendo em conta as direcções e inclinações das camadas que vêm indicadas no mapa, próximo dos limites, a idade das formações e, ainda, os dados referentes às estruturas - que podem ser depreendidas do exame atento da sucessão (idade relativa) e contorno das manchas coloridas que representam as formações (ver capítulo "Interpretação de uma carta geológica") -, lança-se o andamento das camadas para a profundidade, junto dos limites.
No final, fazem-se encontros de limites e correlacionam-se camadas de tal modo que se obtenha um resultado racional, coerente com a cartografia observada no mapa.
As rochas magmáticas (não aflorantes na carta-exemplo) instruem a partir da profundidade cortando todas as camadas e estruturas pré-existentes.
Embora ainda não sejam usuais nas cartas geológicas portuguesas, os blocos-diagrama começam a figurar em algumas cartas geológicas estrangeiras.
Um bloco-diagrama procura dar uma visão tridimensional perspectivada, duma determinada região mostrando a continuidade das rochas que afloraram à superfície com as mesmas rochas em profundidade, por intermédio de dois cortes geológicos mais ou menos perpendiculares, dando, assim, realce à estrutura geológica dessa região.

Perfil Topográfico: Elaboração

O Perfil é um "corte" perpendicular á superfície terrestre ao longo de uma linha desenhada num mapa topogràfico. Para a elaboração de um perfil topográfico são necessários os seguintes passos:

1º- Traçar uma recta na carta ao longo da qual se pretende elaborar o perfil topográfico;

2º- Colocar uma tira de papel milimétrico a coincidir com a recta traçada, marcando-se os pontos de intersecção entre a tira de e as curvas de nível (linha imaginária que unem pontos de igual altitude), identificando o valor destas;

3º-Identificar a cota mais alta e a cota mais baixa;

4º- Elaborar um gráfico, de preferência num papel milimétrico, em que o eixo do x correspondente á planimetria e o eixo do ás distância altimétricas (tendo em conta a escala). A distância  vertical no eixo do y deve ser feita de acordo com a escala da carta, para mostrar o relevo real. No entanto, para aumentar o realce, a escala vertical pode ser exagerada;

5º- Ajustar a tira de papel ao eixo do x e iniciar a marcação das cotas no gráfico;

6º- Unir os pontos com uma linha que representa o relevo ao longo da recta desenhada no inicio;




Descoberto o mais antigo viveiro de dinossauros

Acaba de ser descoberto, na província sul-africana do Free State, o mais antigo viveiro de dinossauros, com ovos, alguns contendo embriões, datado de há 190 milhões de anos, afirma um grupo de paleontólogos da Universidade deWitwatersrand, Joanesburgo.














No local, descrito como o Golden Gate Highlands National Park, que tem estado a ser escavado e estudado desde 2005 por uma equipa liderada por Bruce Rubidge, do Instituto Bernard Price da Universidade de Witwatersrand, foram encontradas ninhadas de Massospondylus.


Para os cientistas, as ninhadas de Massospondylus constituem não só prova dos mais antigos ovos e embriões de dinossauro como também de comportamentos até agora desconhecidos, designadamente a construção de ninhos ou locais de reprodução por aquela espécie. 

Rubidge disse à agência sul-africana de notícias SAPA que os trabalhos naquele local revelaram que os pequenos dinossauros se mantinham nos ninhos durante um determinado período, "pelo menos até atingirem o dobro do tamanho que tinham à nascença".

"Dez ninhos foram encontrados em vários níveis. Cada um deles contém 34 ovos redondos, estreitamente aglomerados de forma organizada", disse à SAPA Robert Reisz, professor de biologia e paleontólogo canadiano da Universidade de Toronto, que liderou os trabalhos de campo, nos quais participaram também Hans-Dieter Sues, do Instituto Smithsonian dos Estados Unidos, Eric Roberts, da Universidade James Cook da Austrália, e Adam Yates, da Universidade de Witwatersrand.

Dez ninhos encontrados contêm 34 ovos redondos (University of  Witwatersrand)
Dez ninhos encontrados contêm 34 ovos redondos (University of Witwatersrand)
Reisz afirma existirem suspeitas de que muitos mais ninhos poderão existir no local, uma falésia, e que poderão estar cobertos por toneladas de rochas.

A descoberta, que foi noticiada no jornal da Academia Nacional das Ciências, é para David Evans, um conservador de Paleontologia de Vertebrados do Royal Ontario Museum do Canadá, "notável".

"Esta incrível série de ninhos permitiu-nos pela primeira vez um olhar sobre a reprodução de dinossauros muito cedo na sua História evolucionária", disse Evans.

Os fósseis foram descobertos em rochas sedimentárias que datam dos inícios do período jurássico. Os cientistas descrevem o Massospondylus como "um familiar do Sauropods, um dinossauro gigante e de pescoço longo que viveu nos períodos jurássico e cretácio".

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Telescópio da Nasa encontra 1º planeta habitável


A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar. 


Astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes (Foto: Nasa)

Erupção solar dirige-se para a Terra


Evento pode afetar sistemas de comunicações


Observatório Solar da NASA anunciou que se deu hoje uma explosão solar classificada como M9, quase uma erupção de classe X, das maiores que existem, avança o jornal El Mundo.

O sol encontra-se num estado muito ativo. O maior risco destas tempestades solares é a possibilidade de afetarem os sistemas de comunicações na Terra.


Segundo o diário espanhol, o Observatório sublinha que esta situação está “dentro da normalidade”dado o actual momento ativo do sol, mas que “ninguém pode concluir não ter também nenhum perigo”, uma vez que é um fenómeno com potencial de causar novas tempestades solares maiores do que esta.


A origem desta explosão de intensa radiação proveniente da libertação de energia magnética é a mancha solar 1402. Especificamente, os satélites de observação capturaram um tipo de ejeção de massa coronal saída desta mancha em direção à Terra.


O Observatório assinalou que a magnetosfera do planeta está atualmente em processo de recuperação da erupção solar, mas que também vai enfrentar uma nova erupção três vezes maior e que pela sua extraordinária velocidade atingirá a Terra nesta terça-feira ou quarta-feira.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TOPOGRAFIA E CORTES GEOLÓGICOS


O RELEVO
Uma carta topográfica representa o relevo a duas dimensões – a planimetria . Quando se representa a configuração do relevo a três dimensões  é a altimetria.
Nas cartas topográficas, o processo da representação do relevo geralmente é por curvas de nível, que unem pontos de igual cota.
Estes valores de altitude têm como referência o nível médio do mar (altitude 0 metros)

Na definição das curvas de ní-vel é importante determinar  a equidistância entre as curvas sucessivas que representa a diferença de altitude entre uma e outra curva.
Quer nas cartas topográfica, quer nas cartas geológicas estão repre-sentadas por um traço fino e contí-nuo. Para facilitar a sua interpretação podem apresentar um traço mais

Grosso - curvas de nível mestras -  que o normal, que são interrompi-das com o valor de sua cota.
Curvas delimitando depressões fechadas

Curvas de nível aproximadas: 
Muito próximas - sinal de que estamos perante uma situação de relevo acentuado com superfícies muito inclinadas.
Muito afastadas – sinal de que estamos perante uma área de terreno pouco inclinada.

Relação entre curvas de nível: - uma curva de nível é de maior cota do que as que a envolvem. Exceptuam-se as depressões fechadas em que a situação é inversa.

Relação entre curvas de nível  e linhas de água  e cumeada– as curvas de nível ao intersectarem as linhas de água, curvam fazendo uma inflexão para montante, para as zonas de maior altitude. Ao intersectaremas linhas de cumeada fazendo uma inflexão arredondada para jusante.

PERFIL GEOLÓGICO
Representa a geologia ao longo da direcção ao longo da qual se definiu esse perfil.
Para além de representar a geologia da superfície, pode repre-sentar variadíssimos aspectos de carácter geológico que apenas pode-rão ocorrer  em profundide. Assim, as falhas, as estruturas sedimenta-res, as dobras, intrusões magmáticas e outras, tornam-se mais eviden-tes quando representadas segum um perfil geológico.

SITUAÇÕES MAIS COMUNS
Camadas ou formações geológicas horizontais:
É a situação mais simples .
Como as formações são hori-zontais, o contacto das formações não intersecta as curvas de nível, pelo que as linhas de contacto e as curvas de nível são paralelas




As camadas são inclinadas

Recorre-se ao método das horizon-tais.
- Traça-se uma linha recta que une pontos de contacto entre camadas que se encontram à mesma cota.
Traça-se a reta C1 / C2 (horizon-tal dos 600 m); depois  a D1 /D2 para traçar a horizontal dos 500 m.
Estas retas , C1/C2 e D1/D2 intersectam a linha do corte nos pon-tos C3 e D3, dando a projecção a di-ferentes profundidades das camadas.








Astrónomos da UP detectam um aglomerado raro de estrelas

Uma equipa de astrónomos do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) observou um raro aglomerado de protoestrelas a emitirem jactos. O local observado, e que pode ser visto na fotografia divulgada pelos investigadores, fica na direcção da constelação do Cisne, próximo da estrela Deneb.
Em conversa com o «Ciência Hoje», Jorge Grave explica que este trabalho é o resultado de uma proposta feita pela equipa de três astrónomos do CAUP (Guilherme Teixeira, Nanda Kumar, além dele próprio, e Rafael Bachiller, do Observatório Astronómico Nacional, de Madrid). “A ideia era fazer observações de uma grande região de formação de estrelas e procurar jactos emitidos pelas mesmas”.


A proposta foi aceite e a equipa rumou ao Observatório Astronómico hispano-alemão de Calar Alto (na Sierra de Los Filabres, Andaluzia, Espanha). O investigador explica que trabalharam com um “comprimento de onda muito específico para detectar o hidrogénio molecular, o elemento mais abundante no universo mas muito difícil de detectar, isto porque só emite radiação em condições especiais”.


Jorge Grave, do CAUP
Jorge Grave, do CAUP
É precisamente quando há jactos que é possível detectar as moléculas. “Os jactos atingem velocidades supersónicas e as moléculas ficam em estado de vibração e são aquecidas”, passando a emitir radiação.


Esta característica aparece numa etapa muito específica da formação das estrelas, quando a concentração de nuvens moleculares está a aumentar a massa da estrela em crescimento.“Quando o material está a ser absorvido pela estrela pode interferir com o campo magnético da mesma. A matéria pode, assim, ser acelerada a velocidades supersónicas, acabando por ser ejectada pelos pólos”.

O que mais surpreendeu os astrónomos foi a “grande concentração de jactos numa região relativamente reduzida, muito raro encontrar. Como são característicos de uma fase particular das estrelas, todas elas se encontram na mesma fase de formação”, afirma.
“Achámos por bem divulgar já a fotografia pois esta vale por si mesma”, considera. No entanto, a equipa está agora em fase de análise para tentar perceber exactamente quais as estrelas responsáveis pela emissão dos jactos. O estudo será posteriormente publicado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cartas Topográficas e Geológicas

Cartas topográficas                                                                              
Podem representar:
- O relevo.
- as linhas de água
-sisitemas de transporte
Outras informações importantes:
- Construções antrópicas , estradas, caminhos. Linhas de alta tensão , gasodutos, pedreiras, minas, construções pré-históricas,, barragens, abufeiras, etc.
- aspectos naturais (rios, praias, montanhas, penhascos)
- geografia política (limites do país)
-enquadramento geográfico (lat e long)
-escala
-data do levantamento topográfico
-declinação magnética
- autores

Cartas geológicas
Fornecem importantes informações  sobre o que está abaixo da superfície. Para além de algumas das informações das  cartas topográficas, tem todas as de cariz geológico:
- tipo e localização de diferentes formações geológicas
-idade relativa das formações
-tipo e localização do contacto entre as diferentes litologias              
-localização de depósitos de superfície
-direcção e inclinação das rochas estratificadas
-tipo e localização de aspectos relacionados com a deformação das rochas (dobras e falhas).
-base topográfica que serve de apoio à cartografia geológica (com pouca nitidez).
As cartas editadas mais recentemente passaram a incluir:
- a coluna estratigráfica, que relaciona as diferentes unidades cronológicas, colocando em evidência o tipo de contacto e a eventual existência de descontinuidades entre elas.
-o(s) perfil(is) interpretativo(s)definido(s) segundo direcções que permitem uma melhor interpretação das principais estruturas geológicas (dobras e falhas) existentes numa determinada região.

Finalidade das cartas geológicas
-prospecção e exploração de recursos minerais
-prospecção de recursos energéticos
- prospecção e exploração de águas subterrâneas
- selecção e caracterização de locais para implantação de grandes obras de engenharia (barragens, pontes, etc.)
-estudos de caracterização  e preservação do ambiente
-estudos de previsão  e de prevenção de fenómenos naturais, como, por exemplo a actividade sísmica e vulcânica
-estudos científicos

Elementos das cartas geológicas:
- a escala
-a legenda
-a orientação
- a identificação
A LEGENDA
Tradução, sob a for-ma escrita de simbo-logia usada sobre a carta ( de elementos topográficos ou geo-lógicos). Permite-nos fazer uma boa leitura e uma correcta inter-pretação da carta.
                               A ESCALA
Traduz uma relação entre as distâncias medidas na carta  e as corresponden-tes distâncias medidas sobre o terreno, isto é, distâncias reais. A escala de uma carta pode ser representada sob a forma de.

- escala gráfica
-escala numérica
                                                                                                

A escala gráfica é a representação de forma gráfica da relação entre as dis-tâncias reais e as distâncias na carta. Normalmente desenha-se um segmento de recta, cujo comprimento por ex.: 2cm, equivale a 1 Km ou outro valor qualquer.
A escala numérica, a relação entre as distâncias na carta e as distâncias reais são indicadas sob a forma de uma razão. Ex.: 1/25000 ou 1: 25000 em que um cm  medido sobre a carta equivale a 250 m no terreno.
Quando se procede à ampliação ou redução de uma carta de uma vulgar fotocopidora, se apresentar apenas uma escala numérica, é necessário determi-nar o valor da escala obtida.
Se só tiver a escla gráfica, a obtençã da nova escala é imediata, porque esta acompanha a ampliação ou redução a que a carta é sujeita


ORIENTAÇÃO
Corresponde à representação , sobre a carta, da rosa-dos-ventos ou da direcção do norte geográfico. Sem este elemento, quando nos en-contramos no terreno, torna-se muito difícil orientar-mo-nos.                       




IDENTIFICAÇÃO , embora não sendo um elemento tão importante quanto a anteriores, fornece-nos elementos sobre o tipo de carta e sobre a sua correcta localização, quer em relação em relação a cartas do mesmo tipo e a mesma escala, quer em relaçao a cartas que se encontre em alas diferentes







Travar aquecimento global de forma rápida e menos dispendiosa





O metano e a fuligem são responsáveis por 20 por cento do aumento da temperatura terrestre

A redução das emissões de metano e carbono negro na atmosfera pode ser uma forma mais rápida e menos dispendiosa de travar o aquecimento global do que o simples combate às emissões de dióxido de carbono, avança a Lusa.

As conclusões são de um estudo publicado ontem na revista científicaScience e indicam que essa forma de travar o aquecimento global evitaria numerosas mortes precoces devido à poluição do ar.

O metano, um dos principais componentes do gás natural, e o carbono negro, essencialmente fuligem, são responsáveis pela degradação da qualidade do ar e pelo aquecimento global, explicou, citado pela agência AFP, Drew Shindell, climatólogo da NASA e coautor do estudo.
De acordo com mais de uma dezena de peritos, o metano, que contribui para a formação do ozono, e a fuligem são responsáveis por cerca de 30 e 20 por cento do aumento da temperatura terrestre.

O estudo apresenta 14 medidas para reduzir substancialmente as quantidades de metano e fuligem lançadas na atmosfera pela indústria petrolífera e carboquímica e evitar 700 mil a 4,7 milhões de mortes precoces por ano em todo o mundo.

A instalação de filtros de partículas nos motores a diesel dos carros permitiria diminuir a emissões de fuligem e a ventilação de culturas de arroz na Ásia reduzir a libertação de metano produzido por micro-organismos em contacto com as plantações.




Filtros de partículas nos motores a diesel dos carros pode diminuir a emissões de fuligem
Para os especialistas, os ganhos económicos e de saúde compensariam largamente os custos associados às medidas de redução das emissões de metano e carbono negro.

Com as tecnologias atualmente disponíveis, seria possível, segundo o climatólogo Drew Shindell, diminuir o volume de emissões de metano em 40 por cento.

O modelo informático usado no estudo assinala que o recurso às 14 medidas propostas reduziria o aquecimento global em 0,5 graus em 2050.



 Nos últimos cem anos, a temperatura média à superfície da Terra aumentou 0,8 graus. Dois terços desse aumento verificou-se desde há 30 anos.

A combinação destas medidas com as de diminuição de dióxido de carbono diminuiria, em média, o aquecimento global em menos de dois graus centígrados durante os próximos 60 anos.

Enquanto o dióxido de carbono, que demora décadas a deixar a atmosfera, gerando uma capa de captura do calor que provoca o aumento da temperatura, o metano e o carbono negro saem da atmosfera mais rapidamente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cartografia

Arte de construir um mapa, para conhecimento dos limites do território, baseiam-se na aquisição de dados relativos à disposição espacial numa determinada área. 


Existem quatro fases da história da cartografia:


1 – Mapas para fins militares e apoio à arte de navegar.
2- Império romano – os agrimensores desempenharam um papel fundamental para os levantamentos topográficos para execução de grandes obras de engenharia , ex.: pontes, estradas, aquedutos, etc.
3- Descobrimentos – Desenvolvimento pelos cartógrafos e navegadores portugueses. Grande produção de mapas, evidenciando os contornos dos continentes.
4- Sec. XVIII ao sec. XX. Os países mais desenvolvidos tiveram necessidade de cartografar sistematicamente as cidades, vias de comunicação e fronteiras das suas zonas económicas.




domingo, 8 de janeiro de 2012

Encontrado mineral que se pensava existir apenas na Lua

Foi encontrado na Austrália um mineral raro chamado «tranquilitita», que se pensava que existisse apenas na Lua, onde foi encontrado há cerca de 43 anos, na durante a missão norte-americana do Apolo XI.


Este mineral foi uma das amostras de rocha trazidas pela missão norte-americana Apolo XI, desconhecendo-se, até ao momento, que pudesse existir também na Terra. A descoberta surpreendeu os cientistas que agora acreditam ser possível encontrá-lo em outras partes do mundo.

«É incrível que a tranquilitita existiu este tempo todo nas rochas terrestres e passaram 40 anos desde que foi encontrado na Lua para ser detetado», disse Birger Rasmussen, que liderou a equipa da Universidade de Curtin, na Austrália, que fez a descoberta, publicada agora na revista Geology.


A «tranquilitita» que deve o nome ao local onde foi encontrada pela equipa do Apolo XI, no Mar da Tranquilidade, na superfície lunar, em 1969, foi descoberta na Terra em 2009 e analisada durante dois anos para confirmar que era igual ao da Lua.

Até amo momento o mineral já foi encontrado em seis pontos da Austrália ocidental, em rochas como a dolerita, conhecida popularmente como granito negro, um dos últimos minerais que cristalizam do magma.